Por Sidnei de Oliveira*
Quando discutimos questões
sociais, valores e trabalho, o primeiro filósofo que nos vem à mente é Karl
Marx (1818-1883), pois em sua obra esclareceu temas sobre a sociedade, a
economia e a política, tendo como progresso continuado a luta de classes.
O objetivo deste artigo não é discorrer sobre a teoria dos filósofos que aqui
serão citados, mas, sim, nos apropriarmos de suas filosofias para
compreendermos melhor a situação representada no filme Que horas ela
volta?, dirigido por Anna Muylaert. O filme retrata a imposição do rico
sobre o pobre, do “forte” sobre o “fraco”, do burguês sobre o
proletariado, da dona de casa sobre a empregada doméstica. A
História fez que essa naturalidade ganhasse seu espaço, o rico em espaço largo
e o pobre no mínimo e “necessário” para “viver”. É preciso nos atentarmos para
o fato de que o espaço designado ao “quartinho da empregada” não está
determinado apenas ao meio físico, mas, sim, ao espaço como ambiente
psicológico imposto pelo patrão ao empregado. Quando o patrão dita as regras, o
seu espaço está sendo limitado e sua liberdade, questionada, pois as regras são
formas de disciplinar o empregado e de colocá-lo em seu devido lugar. Esta
forma disciplinar para Michel Foucault (1926-1984) “é antes de tudo, a
análise do espaço”. “O poder disciplinar não coage em sentido direto, mas
atinge seus objetivos através da imposição de uma conformidade que deve ser
atingida. Em suma, ele normaliza, ou seja, molda os indivíduos na direção de
uma norma particular, uma norma sendo o padrão de certo tipo”.
Este acontecimento disciplinar é
bem desenvolvido no filme brasileiro Que horas ela volta?, pois a
empregada, Val, está ciente do que pode ou não fazer na casa de seus
patrões. Sua filha, Jéssica, não aceita a posição da mãe no
trabalho e a questiona, “não sei onde você aprendeu essas coisas, não pode
isso, não pode aquilo, estava escrito em livro? Quem te ensinou? Você
chegou aqui e ficaram te ensinando essas coisas?”. Em outra cena,
Jéssica novamente interpela a mãe: “sinceramente Val, não sei como tu aguenta
[…] Ser tratada desse jeito, como uma cidadã de segunda classe”. A posição
firme, questionadora, reflexiva e segura de Jéssica ocasiona um desconforto e
incômodo a D. Bárbara e ao seu filho, Fabinho, provavelmente pela
insegurança que ambos possuem e interpretam de forma errada
a situação de Jéssica, pois ela sabe que a única saída é por meio dos estudos,
já que sua família não possui bens e muito menos heranças para garantir um
futuro digno, ou ao menos as condições necessárias para uma ótima formação. O
primeiro contato de Jéssica com a família é exatamente o momento que
marca tal reação e interpretação, pois ali, podemos ver a ironia de D.
Bárbara, a inveja de Fabinho e o espanto de ambos sobre Jéssica prestar o
vestibular para Arquitetura, já que alguns dos cursos em universidades,
ainda nos dias de hoje, são classificados por uma classe social.
Quando questionada sobre seus estudos no Nordeste, Jéssica não hesita
em dizer que não eram bons, mas que teve a ajuda de um professor de
História, que tinha uma visão crítica e trabalhava com teatro. Sabemos que
a Arte, em geral, é capaz de auxiliar e melhorar a formação do
sujeito.
Ainda na cena do primeiro contato
com a família, Jéssica demonstra não ter dúvida do que pretende
seguir. Ela observa a casa e discorre com sabedoria prática, dado que já
havia desenhado o projeto de uma casa para o seu tio construir na
cidade de Recife. Esse caso mostra também a diferença entre o jovem de classe
baixa, que precisa ainda cedo, antes dos estudos – que por
vezes precisou ser interrompido para trabalhar –, colocar em prática
muitas das coisas que futuramente irá se aprofundar, diverso do jovem de classe
média alta, que se preocupa apenas com os estudos. Outra passagem que
firma esta segurança é a relação de Jéssica com a leitura, do posicionamento
que ela tem entre a escolha do curso com a sociedade em que
vive, pois a jovem Jéssica acredita que a Arquitetura é um projeto de
mudança social. D. Bárbara, mais uma vez irônica, expõe em uma frase a sua
posição em manter-se distante da mudança, do pobre, do oprimido,
“Sua filha é inteligente, Val […] O País está mudando mesmo, né? Bacana, muito
bom, boa sorte!”. “Antes de tudo, o trabalho é um processo de que
participam o homem e a natureza, processo em que o ser humano, com sua
própria ação, impulsiona, regula e controla seu intercâmbio material com a
natureza. Defronta-se com a natureza como uma de suas forças. Põe em movimento
as forças naturais de seu corpo, braços e pernas, cabeça e mãos, a fim de
apropriar-se dos recursos da natureza, imprimindo-lhes forma útil à vida
humana. Atuando assim sobre a natureza externa e modificando-a, ao mesmo tempo
modifica a sua própria vida”.
Para Marx, a ação planejada do
trabalho transforma a natureza, o homem pensa para alcançar de alguma forma a
concretização do trabalho, seja com instrumentos ou ferramentas.
Na mudança sempre há um propósito, ou seja, a satisfação de suas
necessidades e esta relação social é dinâmica, uma permanente
transformação que pelas contradições, evolui. No filme é possível realizar
uma analogia com o conceito de “mais-valia” em Marx, tal exemplo
é evidenciado no trabalho da empregada Val. Antes disso, uma questão
importante que não acontece com a protagonista no filme, segundo a
filosofia de Marx, “o trabalhador só se sente, por conseguinte e em
primeiro lugar, junto a si [quando] fora do trabalho e fora de si
[quando] no trabalho. Está em casa quando não trabalha e, quando trabalha,
não está em casa”, ou seja, a importância entre o trabalhador e o local de
trabalho, a separação destes dois ambientes – trabalho e casa – está
relacionada à identificação do eu enquanto sujeito e o
desligamento das horas trabalhadas. Logo, é inconcebível que o trabalhador
viva no trabalho, mesmo que haja um horário estipulado para trabalhar, o sujeito
está imerso no ambiente e totalmente desvinculado da sua vida pessoal e
social. Val mora na casa de seus patrões, o único lugar “privado” que ela
possui é o quartinho minúsculo e sem o mínimo de conforto. Temos
conhecimento que a mais-valia é o trabalho excedente não pago, no caso de
uma indústria é mais fácil de identificar esse processo, pois o operário
tem seu horário definido e a função juntamente com a produção a ser
executada. Ora, a empregada doméstica possui suas funções, teoricamente
ela é determinada a cumprir o seu trabalho dentro de um horário, mas quando o
indivíduo mora no trabalho, a “aproximação” do empregado com o patrão é
algo inevitável, portanto, é neste momento que a mais-valia entra em ação no
caso da empregada doméstica. O trabalho de uma empregada doméstica está
relacionado à limpeza e à higiene da casa, desta maneira, outro tipo de
trabalho que não esteja cotejado à limpeza e à higiene será realizado de forma
gratuita – exploração de trabalho. Vejamos alguns momentos em que isso
acontece no filme. “Val, me traz um copo de água, por favor? […] Val, você
pode trazer um sorvete para a gente?” Parece ser algo irrelevante quando se
trata de um “favor”, mas isso é o passo inicial para “liberdade de pedir”
que a empregada leve o cachorro para passear, carregue as malas do filho
do patrão, cuide e crie o filho da mãe ausente, acorde o patrão e o faz se
lembrar de tomar seus remédios, entre tantas outras funções não pagas.
Questões como estas desenvolvidas
no filme apresentam a diferença entre classes, valores, direitos e
deveres. Poderíamos levantar mais problemas que foram mencionados, como: o
uso da cannabis, não ter direito de utilizar a mesa dos patrões, a
associação que D. Bárbara faz de Jéssica com um rato quando a vê na
piscina, o amor de filho para mãe que Fabinho possui por Val, entre tantas
outras coisas que talvez tenham passado
despercebidas, independentemente da classe social que assistiu ao filme.
Questão
de escolha
A frase utilizada apenas uma vez,
mas muito bem conhecida no meio doméstico, dita por D. Bárbara, “você é
praticamente da família”, é sutil, educada, “carinhosa”, mas com uma imposição
muito forte. Ela tem o sentido de pôr limites, regras, de estipular o
direito e dever de Val. Ela, por sua vez, compreende isso muito bem, introjeta
tais valores de uma classe que não lhe pertence e afirma em algumas de suas
falas, “A pessoa já nasce sabendo o que pode e o que não pode […] Não pode sentar
na mesa deles [sic], onde é que já se viu filha de empregada sentar na
mesa dos patrões [sic]? […] Quando eles oferecem algumas coisas que é
deles [sic] é por educação, é porque eles têm certeza que a gente vai
dizer não!”. Até que ponto o pobre será coibido pelo rico, quando deverá
tomar as rédeas e conduzir a vida da melhor maneira possível?
Até quando os mais favorecidos “ditarão” as normas aos menos favorecidos?
Para Jean-Paul Sartre (1905-1980), não existe um ser supremo capaz
de estabelece regras e normas – valores – que conduzam o comportamento do homem
e de sua consciência. Por essa razão, o homem é livre, ele não pode fugir de
sua existência, logo, está condenado a ser livre. “Com efeito, sou um existente
que aprende sua liberdade através de seus atos; mas sou também um existente
cuja existência individual e única temporaliza-se como liberdade […] Assim,
minha liberdade está perpetuamente em questão em meu ser; não se
trata de uma qualidade sobre- posta ou uma propriedade de
minha natureza; é bem precisamente a textura de meu ser…”.
Essa liberdade traz consigo
uma responsabilidade com o destino do próprio sujeito com o destino e a
liberdade de outros indivíduos. No filme, é possível trazer a Filosofia de
Sartre em um momento exato, quando Val, sabendo do resultado a prova de
Jéssica, entra na piscina. Este ato é a consciência de sua liberdade em
romper com as regras impostas e colocar-se como indivíduo, um sujeito
capaz de tomar decisões próprias e não se deixar ser conduzido. Na Filosofia de
Sartre, a atitude de Val pode ser interpretada como uma liberdade do
projeto-homem que procura o seu ser, o seu mundo. Jéssica, neste
caso, possui uma importância e também uma responsabilidade pela
atitude de sua mãe, posto que a sua liberdade e responsabilidade estão
relacionadas ao próprio destino e ao destino do outro.
É possível imaginar no decorrer
do filme o resultado do vestibular, mesmo que existam outras
possibilidades de finalizá-lo, mas a reação de D. Bárbara e Fabinho é a
realidade concreta que vivenciamos dia após dia na relação do rico com o pobre.
Fabinho, ao saber que foi reprovado, não tem outra reação além de
desamparo, de derrotado, e busca no colo de Val o consolo negado, o carinho da
mãe. Mas ao saber que Jéssica foi aprovada com uma pontuação boa, sua
feição muda e mostra sua origem de berço burguês. Val, ao saber que
Jéssica foi aprovada, sem saber ao certo do que se trata um vestibular,
de como é o processo e todo o estudo de uma universidade, consegue
apenas demonstrar a felicidade que sua filha passou por meio do celular, é
a felicidade de ver sua filha realizada mesmo depois de toda a história e
dificuldade passada. Com isso, por um instante, ela se
sente vitoriosa e uma mãe presente. A atitude burguesa ao saber da
aprovação de Jéssica é a esperada, primeiro pelas palavras de D. Bárbara, “É, nem
eu tô acreditando […] Oh Val, mas aqui, não fica muito animada, essa foi a
primeira fase, vai ter outra prova, a segunda fase é muito mais difícil, tem
que passar na outra fase, se não passar não adianta”. Segundo, tanto
Fabinho como D. Bárbara veem em Jéssica a pessoa que está tomando o lugar
de um burguês na universidade, ou seja, como pode uma menina pobre, que
passou por dificuldades, que não teve uma boa formação escolar e, mesmo
assim, conseguir ser aprovada em um vestibular de universidade pública,
ainda mais em um dos cursos tidos como divisor de classe social? A
resposta ingênua é dada por ela mesma ao filho: “Estudou, né? Não fazia
outra coisa, só ficava estudando. Tem que estudar, né? Pra passar, tem que
estudar”.
Após o resultado da
primeira fase do vestibular, Val pretende ser uma mãe mais presente com
sua filha, então resolve pedir demissão. Enquanto Val busca se libertar
das rédeas burguesas, sem ao menos conseguir se expressar, mas com o objetivo
firmado, D. Bárbara tem apenas uma pergunta medíocre como tentativa de
fazer Val desistir da demissão: “Você quer um aumento?”. Dinheiro,
o meio que permite a produção e a circulação mercantil, quando nas mãos de um
determinado burguês opressor, “ganha” o poder de comprar uma vida, um
sujeito, um indivíduo, mas nunca a liberdade do homem livre. De acordo com
Marx: “O dinheiro, na medida em que possui o atributo de tudo
comprar, na medida em que possui o atributo de se apropriar de todos
os objetos, é, portanto, o objeto enquanto possessão eminente. A
universalidade de seu atributo é a onipotência de seu ser; ele vale, por
isso, como ser onipotente. […] O dinheiro é alcoviteiro entre a necessidade e o
objeto, entre a vida e o meio de vida do homem.”
D. Bárbara e Dr. Carlos mostram
em cenas diferentes qual a relação que ambos possuem com o dinheiro e como veem
as pessoas, isto é, como é possível comprá-las como se fossem coisas. A
não aproximação entre as classes, a impossibilidade de ver o próximo como
sujeito, como indivíduo da mesma espécie, é um dos problemas que a Filosofia
da América Latina tenta resolver. Não deve haver uma superioridade entre os
sujeitos, para que isso aconteça, cada indivíduo deve se espelhar no próximo,
se enxergar na situação do próximo. A Filosofia da Libertação é uma
reflexão da realidade concreta em que as pessoas são submetidas a diferentes
formas de dominação, com isso, é necessário compreender a realidade
da dominação e o processo de libertação. “Aceitar o argumento do outro
supõe aceitar ao outro como igual, e esta aceitação do outro como igual é
uma posição ética, é o reconhecimento ético ao outro como igual, quer dizer,
aceitar o argumento não é somente uma questão de verdade é, também, uma
aceitação da pessoa do outro”.
Uma cena simples e rápida que
serve para acentuar ainda mais este problema do rico com o pobre acontece no
ateliê de Dr. Carlos. Jéssica vê uma foto da família e sua mãe está ao
longe com o uniforme de trabalho. A importância desta cena está na colocação de
Dr. Carlos: “tem mais umas fotos aqui, acho que tem foto da sua mãe”,
e quando mostra o álbum de fotos, Val aparece ao fundo, longe da família
que está reunida e desfrutando do encontro. Jéssica, ao ver a foto, diz: “tá
parecendo aquelas babás de propaganda, toda de branco”. Este comentário real e
atual nos dias de hoje mostra o distanciamento do rico com o
pobre, do patrão com a empregada. Para situar a veracidade da atualidade
da foto, basta recordarmos das manifestações que aconteceram ainda no ano
de 2015, onde a alta elite e a burguesia dentro dos seus direitos se
manifestavam, mas uma das atitudes marcantes foram as várias fotos de
famílias ricas com suas babás cuidando dos filhos dos patrões, por incrível
coincidência, as babás estavam todas de branco.
A situação de Fabinho como
reprovado ou “derrotado” nos remete a outra situação ainda presente em nossos
dias. Um jovem da elite que fica triste com o resultado, mas diferente de um
jovem pobre na mesma situação de reprovado, Fabinho ganha uma viagem e ficará
seis meses desfrutando das praias da Austrália, lugar que provavelmente o mesmo
pobre reprovado não conhecerá tão cedo. Retomando as manifestações de
2015, muitos da classe média alta afirmavam mudar-se do País, diziam que
iriam morar nos Estados Unidos, simplesmente para não compactuar com o
mesmo espaço da classe inferior.
Com isso, entramos em um novo
tema que o filme Que horas ela volta? abordou em pano de fundo, a
questão da meritocracia. Pergunto: depois de toda a análise
feita sobre a classe social que o filme nos proporciona, é possível
discutir meritocracia? A resposta é simples, tomamos o filme como exemplo, é
mérito do Dr. Carlos ter herdado todo o dinheiro da família e com isso ter
propiciado uma vida digna ao seu filho e à sua esposa? Qual o mérito de Fabinho
para ganhar uma viagem à Austrália? Muitas Jéssicas não foram
aprovadas em vestibulares até hoje, outros Fabinhos também não, mas há uma
certeza nisso tudo, enquanto as Jéssicas irão arrumar um trabalho para
pagar seu cursinho, tantos outros Fabinhos estarão curtindo seus cursos de
inglês na Austrália, portanto, eis o mérito de cada um e de cada classe
social.
A aceitação do outro como outro
significa já uma opção ética, uma escolha e um compromisso moral.
“E mamãe, cadê? Que
horas ela volta?”. Esta pergunta realizada por Fabinho ainda criança é a
mesma que Jéssica fez várias vezes enquanto estava longe de sua mãe. A resposta
é a mesma, mas o motivo é outro, a ausência de muitas mães Bárbaras é
completamente diferente de tantas outras mães Vals. Por fim, Val não deixa que
se repita com sua filha todo o sofrimento que passou. Na última cena,
já na singela casinha da periferia, mas digna de ser melhor que muitas
mansões – “Essa casa é muito melhor do que aquela” – Jéssica não esconde a
felicidade de ver sua mãe tomar uma decisão em relação à sua vida e
pergunta: “E agora, já pensou o que vai fazer?”. Val responde como muitos
outros pobres responderiam: “Vou dar o meu jeito”. Provavelmente, a última
fala de Val seja tão chocante para a burguesia quanto a Jéssica ter
sido aprovada no vestibular: “Vá buscar Jorge, traga meu neto, eu pago a
passagem de avião!”.
Nesta última frase, o
filme finaliza afirmando a mudança de um país, a vitória de uma mãe em
poder dar o mínimo de estudo à sua filha e de poder pagar uma passagem de
avião ao seu neto. Para a classe dominante, são coisas irrisórias ou até
mesmo insignificantes, pois sabem que isso nunca irá faltar aos seus
filhos. Mas para os pobres, Val mostrou que é possível, não sozinha, mas com o
seu país. E este país em ascensão é o país que a classe dominante
teme, simplesmente porque os direitos dos pobres serão os mesmos
dos ricos, em alguns dos espaços frequentados não haverá distinção de
classe, sentarão no mesmo ambiente, uma filha de empregada e o filho de um
doutor. Este é o espaço social que alguns vêm trabalhando para romper. Que
horas ela volta? é um filme fictício baseado na veracidade de
muitas famílias brasileiras.
*Sidnei de Oliveira é compositor
e instrumentalista. Doutorando em Filosofia pela Unicamp – bolsista FAPESP e
BEPE – Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior pela Universidade de Leipzig, Alemanha.
Adaptação do texto “O fim da
senzala”
Revista Filosofia Ciência &
Vida Ed. 112